Mestranda apresenta pesquisa no México
Stella Xavier, orientanda da Profª Drª Luciane Agnez, participou do 18º Congresso da Alaic em Monterrey, onde apresentou sua pesquisa sobre comunicação daa ciência.
Mestranda do PPGCOM/UFG apresenta pesquisa em congresso latino-americano no México
Participar de um evento científico internacional durante a pós-graduação pode significar, para muitos estudantes, muito mais do que apresentar os resultados de uma pesquisa. A experiência envolve entrar em contato com outras realidades acadêmicas, conhecer diferentes formas de produzir conhecimento e perceber como questões discutidas no Brasil também fazem parte de debates mais amplos. Foi esse o conjunto de experiências vivenciado pela mestranda Stella Xavier, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal de Goiás (UFG), durante sua participação no XVIII Congresso Latino-Americano de Pesquisa em Comunicação (ALAIC), realizado em Monterrey, no México, em julho deste ano.A participação surgiu por incentivo da orientadora, a professora dra. Luciane Fassarella Agnez, que costuma estimular os estudantes a frequentar eventos científicos como ouvintes ou apresentadores. Como o congresso da ALAIC é bienal, Stella viu nesta edição a oportunidade de divulgar sua pesquisa e, ao mesmo tempo, conhecer outro país.
Um encontro de escala continental
Fundada em 1978, a ALAIC reúne pesquisadores da comunicação de toda a América Latina. A 18ª edição do congresso foi sediada pela Universidade Autónoma de Nuevo León (UANL) de 22 a 24 de julho, com atividades pré-congresso nos dias 20 e 21, sob o tema "Comunicação, soberania e paz: horizontes de justiça na era da inteligência artificial".Balanço divulgado pela associação em maio previa 1.431 autores de 21 países e 909 resumos aceitos, distribuídos em 24 Grupos de Trabalho e 5 Grupos de Interesse, com 188 mesas, sendo 88 presenciais e 100 virtuais. Mais de 300 estudantes de graduação e pós-graduação estavam inscritos. Além disso, a relação da entidade com Goiânia não é nova: em 2017, a capital goiana sediou o IX Seminário da associação.
Pesquisa brasileira em diálogo com a América LatinaStella integrou o Grupo de Interesse em Comunicação da Ciência, onde a convivência com pesquisadores estrangeiros evidenciou como o contexto social, cultural e político de cada país influencia os estudos da área. "Mesmo quando discutíamos questões semelhantes, cada pesquisador partia da realidade do seu próprio país, o que mostrou como o contexto local influencia a forma de pensar e pesquisar a comunicação", relata.
A mestranda também identificou pontos de convergência. "Percebi que existem muitos desafios em comum no campo da comunicação na América Latina, principalmente com as transformações digitais, mas também me chamou atenção a diversidade de temas e perspectivas trazidos pelos pesquisadores de diferentes países", afirma Xavier.Assim, para Stella, o congresso mostrou que pesquisas desenvolvidas no Brasil podem integrar debates que ultrapassam as fronteiras nacionais. "A experiência me incentivou a olhar ainda mais para a comunicação de forma internacional e a buscar referências e diálogos com pesquisadores de outros países", diz. Ela destaca ainda o evento como espaço de construção de redes: as conversas com pesquisadores de outras instituições permitem trocar referências, conhecer novas abordagens e estabelecer contatos que se estendem para além do congresso e podem formar raízes para o futuro.
Desafios e apoio institucionalO apoio da Funape foi determinante para que a pesquisa chegasse a Monterrey. O auxílio foi concedido por meio do Edital de Fomento Funape nº 01/2026, voltado à participação em eventos científicos nacionais e internacionais, e garantiu a presença da mestranda no congresso."Foi de uma ajuda imensa. Sem esse auxílio, eu não teria conseguido realizar a viagem, porque os custos são muito altos, principalmente com passagens e alimentação", destaca Stella. O depoimento reflete uma realidade frequente na pós-graduação: as despesas com deslocamento e permanência em eventos no exterior costumam estar além do orçamento dos estudantes, o que faz do fomento institucional, muitas vezes, a condição para que essa participação aconteça.Dessa forma, ao fazer um balanço da experiência, Stella considera que a participação presencial em eventos internacionais compensa os custos e as dificuldades envolvidos. "Vale muito a pena. Toda a troca cultural é muito positiva, e estar nesses espaços de discussão científica também é uma forma de mostrar que no Brasil fazemos pesquisas muito interessantes e que podemos participar dessas discussões como pares", conclui.
Por Isis Borges