GCUB

PPGCOM recebe alunos estrangeiros

Estudantes pertencentes ao acordo de cooperação internacional contam sobre a experiência na pós e a relação com a cultura brasileira.

 

Já ouviu falar do GCUB?

Conheça histórias que foram transformadas por meio da iniciativa

Por Laila Santos - Comissão de Comunicação

 Se você gosta de viajar, conhecer outras culturas e experimentar novos sabores, imagine ter a oportunidade de fazer tudo isso e ainda, levar na bagagem muito conhecimento e uma titulação. É essa chance que alguns alunos do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM), da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), estão vivenciando. Eles fazem parte do Programa GCUB, uma parceria da Universidade Federal de Goiás (UFG) com o Grupo de Cooperação Internacional de Universidades Brasileiras (GCUB).

Muito mais do que um programa estudantil, ele permite que alunos de outros países, especialmente da África, da América Latina e do Caribe, desfrutem da formação intercultural, com oferta de educação superior e aprimoramento da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão.

A recém-chegada ao Brasil, Heidy Jamil Rodriguez Mina, 23, é equatoriana. Ela conta que “o interesse em vir para o Brasil surgiu a partir da busca por uma formação acadêmica sólida na área da comunicação, especialmente em um contexto latino-americano. A FIC da UFG me chamou a atenção pela qualidade do programa e pelas linhas de pesquisa alinhadas com temas sociais, o que dialoga diretamente com meus interesses acadêmicos e profissionais”, destaca a nova aluna.

Cursando o Mestrado em Comunicação (PPGCOM), na linha de pesquisa Mídia e Cidadania, Heidy pesquisa a comunicação audiovisual comunitária como ferramenta para a construção de identidade cultural, com foco em experiências de comunidades rurais no Equador. Para ela, “o GCUB é uma excelente oportunidade para estudantes internacionais, pois possibilita o acesso à educação de qualidade, promove o intercâmbio cultural e contribui para a formação acadêmica e pessoal dos participantes”.

Augusto de Sousa Mendes, 32, angolano, se tornou Mestre em Comunicação recentemente. A pesquisa intitulada “A Politização da comunicação em Angola: a interferência política na linha editorial do Jornal de Angola e do jornal Folha 8” foi defendida em março de 2026.

Ele destaca que foi um privilégio estudar na FIC, tendo, como colegas, alunos de diferentes culturas. “A GCUB é um ponto de ajuda. Com ele, os alunos têm a oportunidade de serem selecionados para as melhores universidades do Brasil. Isso é muito bom e ajuda de forma potente os futuros pesquisadores na sua formação profissional”, destaca Mendes.

Os planos futuros são ingressar no Doutorado em Comunicação e, depois, retornar ao país de origem com a bagagem cultural aprendida no Brasil.

A FIC conta também com o doutorando Edgar Mundulai Armindo Barroso, 42, de nacionalidade moçambicana. Aprovado no edital do GCUB, lançado no segundo semestre de 2023, ele destaca que das 5 opções de cursos oferecidas, uma era pela FIC. “Estudar no Brasil tinha excelentes vantagens comparativas, sobretudo por causa da língua portuguesa e da aproximação cultural. Fui aprovado no processo seletivo e vim, sem pensar duas vezes”, comenta o doutorando, cujo tema da pesquisa é meu tema de pesquisa versa sobre discursos midiáticos e as estratégias de comunicação em Moçambique.

A avaliação do GCUB também é positiva pelo olhar de Egar, que reforça que “o GCUB é uma excelente oportunidade para os estudantes africanos. Poder estudar num sistema de educação moderno, multicultural e de qualidade abre nossas expectativas e habilidades profissionais e sociais, sobretudo nos nossos países de origem”.

O intercâmbio pode ser aproveitado para além das discussões em sala de aula e orientações. E é isso que a mestranda Heidy pretende fazer. “Durante o intercâmbio, quero aprofundar meus conhecimentos teóricos e metodológicos, além de fortalecer redes acadêmicas e profissionais. Ao retornar ao Equador, meu objetivo é aplicar o conhecimento adquirido no desenvolvimento de projetos de comunicação que contribuam para a valorização da identidade cultural e o fortalecimento de comunidades locais”, comenta a equatoriana.

O doutorando Edgar, aprendeu diferentes formas de construir conhecimentos dentro da UFG. “Tenho participado de quase todos os eventos acadêmicos e culturais que posso. São sempre uma oportunidade de conhecer novas pessoas e estabelecer redes de contato que me podem ser úteis no presente e no futuro. Após a formação, pretendo regressar à Moçambique e ajudar com as minhas valências e qualificações para os esforços e desafios de desenvolvimento do meu país”, planeja.

Se os intercambistas colhem diferentes frutos, a FIC também obtém benefícios com o GCUB, já que tem a chance de acolher e apoiar as pesquisas de diferentes culturas, promovendo discussões e estudos que vão fortalecer as estratégias de comunicação em outros países.